Redes sociais em Portugal: ainda fazem sentido para as marcas em 2026?
Marketing digital para marcas de saúde, clínicas e negócios de bem-estar
Se geres uma clínica, um espaço de saúde ou um negócio de bem-estar, esta pergunta surge cada vez mais vezes:
as redes sociais ainda fazem sentido para as marcas em 2026?
Entre mudanças de algoritmo, saturação de conteúdos e novas ferramentas digitais, muitos negócios questionam se vale a pena continuar a investir tempo e orçamento nestes canais.
Os dados mostram que sim.
Mas apenas quando existe estratégia, posicionamento e intenção clara.
As redes sociais continuam a fazer parte do dia a dia dos portugueses
As redes sociais não são uma moda passageira. Em Portugal, tornaram-se um hábito enraizado.
Actualmente, 84% da população portuguesa utiliza redes sociais diariamente, o que representa cerca de 6,9 milhões de utilizadores. Isto significa que a maioria dos seus potenciais clientes ou pacientes está online todos os dias.
Mais relevante ainda para as marcas: 8 em cada 10 utilizadores seguem marcas nas redes sociais, sobretudo por dois motivos principais:
- intenção de compra
- identificação com os valores e a identidade da marca
Para clínicas e negócios de saúde, isto traduz-se numa oportunidade clara de criar confiança antes mesmo do primeiro contacto presencial.
Fonte: Audience Origin by choreograph 3.x (Aug 23 – Jul 24) | Universo: indivíduos 18+ (8 294 000)
As redes sociais já não são apenas para públicos jovens
Um dos erros mais comuns no marketing digital é assumir que as redes sociais são dominadas apenas por utilizadores jovens.
Os dados mostram uma mudança significativa no perfil demográfico. O grupo etário 55+ registou um crescimento de 14% face a 2023, aproximando o perfil dos utilizadores de redes sociais do perfil real da população portuguesa.
Na prática, isto significa que:
- quem decide
- quem marca consultas
- quem escolhe serviços de saúde e bem-estar
está presente nas redes sociais.
Para marcas que trabalham com adultos, famílias ou população sénior, ignorar estes canais é limitar o alcance de forma consciente.
Nem todos os utilizadores consomem redes sociais da mesma forma.
Em Portugal, o comportamento divide-se essencialmente em três grupos:
Light users (13%)
Utilizam redes sociais menos de uma hora por dia. Normalmente mais ocupados, com maior poder de compra, valorizam mensagens claras, profissionais e diretas.
Medium users (80%)
Representam a maioria da população. Consumo regular e consistente, ideais para estratégias de conteúdo contínuas e educativas.
Heavy users
Passam mais de três horas por dia nas redes. São mais recetivos a tendências, formatos novos e conteúdos partilháveis.
Em média, os portugueses passam 2 horas por dia nas redes sociais, tempo suficiente para pesquisar marcas, comparar serviços e tomar decisões.
Fonte: Audience Origin 3.x (Aug 23 – Jul 24) | Universo: indivíduos 18+ (8 294 000) |
Base: Utilizadores diários de Redes Sociais (6 955 496)
Como as redes sociais influenciam decisões de compra e escolha de serviços
Hoje, as redes sociais são um verdadeiro motor de decisão.
Os utilizadores recorrem a estas plataformas para:
- pesquisar serviços e produtos
- aprender através de conteúdos educativos
- criar ligação emocional com marcas que representam valores com os quais se identificam
No setor da saúde e bem-estar, este fator é ainda mais relevante. Antes de marcar uma consulta, as pessoas observam:
- como a clínica comunica
- se transmite confiança
- se explica de forma clara
- se existe coerência entre discurso e prática
O marketing começa muito antes da primeira consulta.
Influência digital: autoridade vale mais do que alcance
Nem toda a influência funciona da mesma forma.
Os dados mostram que:
- utilizadores ocasionais seguem grandes figuras públicas
- utilizadores intensivos seguem pequenos e médios criadores
- a maioria valoriza especialistas que partilham informação útil
Para clínicas e marcas de saúde, isto reforça um ponto essencial: autoridade constrói-se com consistência, clareza e conhecimento, não apenas com números.
Campanhas de marcas como BPI, Auchan ou MAAT demonstram que narrativas bem construídas, com emoção e contexto, geram impacto real e duradouro.
Fonte: The Goat Agency– WPP Media, 2025
Os principais desafios das redes sociais em 2026
Apesar do potencial, existem desafios que as marcas não podem ignorar.
O primeiro é o detox digital. Muitos profissionais de saúde têm introduzido o conceito de detox digital, não numa ótica de nos alienarmos de tudo e todos, mas de trazermos mais consciência ao uso da tecnologia e que esta seja apenas uma ferramenta e não uma dependência social e fonte de stress.
2. O segundo é o contexto económico. 78% dos utilizadores estão a reduzir compras não essenciais, embora 50% se mantenham optimistas quanto ao futuro. As marcas precisam de comunicar com empatia e realismo.
3. O terceiro é a inteligência artificial. A IA está a ser usada para reter atenção e detetar publicidade ilícita, mas levanta questões éticas importantes.
Sem estratégia humana, a tecnologia perde impacto e credibilidade.
As redes sociais fazem sentido isoladamente?
Não.
Os dados mostram que 72% dos utilizadores consomem vários meios em simultâneo, como televisão, internet e redes sociais.
As marcas que crescem são as que pensam em ecossistema de marketing digital, onde as redes sociais complementam:
- o website
- o email marketing
- os conteúdos educativos
- a experiência presencial
Para clínicas e negócios de saúde, as redes sociais não são o plano.
São uma peça estratégica dentro de um todo.
Fonte: Audience Origin 3.x (Aug 23 – Jul 24) | Universo: indivíduos 18+ (8 294 000) |
Base: Utilizadores diários de Redes Sociais (6 955 496)
Perguntas frequentes sobre redes sociais para marcas e clínicas
As redes sociais ainda funcionam para clínicas de saúde e bem-estar?
Sim, desde que exista estratégia, consistência e uma comunicação humanizada focada na confiança.
Vale a pena investir em redes sociais em 2026?
Vale a pena quando fazem parte de um ecossistema de marketing e não como ação isolada.
Que redes sociais são mais importantes em Portugal?
Instagram, Facebook e TikTok continuam a liderar, dependendo do público-alvo e do tipo de serviço.
As redes sociais ajudam a captar pacientes?
Ajudam a criar confiança e proximidade, fatores decisivos antes da marcação de consultas.